O retorno!

Depois de quase dois meses sem nenhuma postagem, finalmente retornei. Durante estes dias de ausência, às vezes eu até conseguia acessar a página principal do blog, mas as outras tarefas me impediam de fazer o login e escrever alguma coisa. Vontade e ideias não faltaram, mas o tal do tempo… Este, sim, anda escasso. Internet, para mim, apenas e-mails e trabalho.
Antes de reiniciar os trabalhos do Funcionária do Mês, alguns informes (se é que alguém ainda visita este espaço aqui…):
1º) Há algum tempo, fiz uma postagem dizendo que estava sem tempo para o blog devido aos estudos para um concurso público. Pois o resultado saiu, fiquei em 18º lugar. Agora estou aguardando o resultado final após a avaliação dos títulos, a última etapa do concurso. Tomara que eu seja chamada em breve…
2º) Terminei minha pós-graduação. Após 1 ano e 5 meses de especialização, já entreguei o trabalho final e estou aguardando meu diploma. Mas confesso que é uma sensação um pouco estranha, meio parecida com o final da graduação, quando nos questionamos “e agora, o que vou fazer? mestrado? em qual área? ou uma nova pós?”. Este curso foi de uma área diferente da minha formação, mas gostei, e é preciso que diversifiquemos nosso conhecimento. Quero ver pelo que vou me interessar agora…
3º) Dei início a este blog em um período de minha vida que estava saturada de problemas no trabalho, repensando muito a minha vida profissional. Como escrevi aqui anteriormente, já ocupei diversos cargos, e geralmente um não tinha nada a ver com o outro, e o blog foi o exercício que encontrei para refletir sobre minhas experiências no mercado de trabalho. Bem, quase não falei sobre tais experiências, e agora estou partindo para uma outra empreitada: vou virar empresária. Chegou a minha hora de arriscar, de tentar fazer algo diferente, ao invés de ficar somente reclamando de minhas condições de trabalho e falta de oportunidades. Vamos ver no que vai dar… Mas isso já é assunto para outra postagem.
4º) Por último, gostaria de indicar um blog que descobri há algum tempo e prometi falar dele aqui: o Causos Corporativos. O blog descreve diversas situações do cotidiano de uma empresa de grande porte. Quando tiver um tempo, comece a leitura a partir da primeira postagem, e tenho certeza que você só vai conseguir parar quando chegar no último texto. Um dos meus favoritos é o Dez conselhos para se dar bem em uma entrevista, vale a pena ler!!!
Até logo!

Você é uma pessoa ética?

Ultimamente, tenho refletido muito sobre a ética no ambiente de trabalho. Afinal, quem nunca se deparou com fofocas na empresa? Ou então, o que é pior, quem nunca foi alvo de alguma fofoca, comentário maldoso ou intriga, feito unicamente com a intenção de prejudicar sua imagem na empresa?

Ética, que vem do grego ethos, pode ser definida como uma reflexão dos princípios responsáveis pelas atitudes de cada pessoa, e que diferenciam entre o bem e o mal. Na prática, isto significa que a pessoa que é ética procura ser justa em suas ações, pois Deus observa cada uma de suas atitudes.

No início da sociedade industrial, a ética no trabalho foi utilizada como instrumento de coerção do trabalhador. Ou seja, os princípios que cada empresa utilizava para determinar o que ela entendia por ética eram, na verdade, uma forma de garantir a obediência e submissão do empregado.

Depois, a ética passou a ser vista não como um meio de obter a submissão do funcionário, e sim passou a orientar a postura que era esperada de cada profissional. Podemos ver o exemplo dos médicos que, ao se formarem, adotam um código de ética que, ao menos na teoria, irá determinar as suas ações.

Entretanto, na economia globalizada dos dias de hoje, a ética tem sido observada apenas no discurso das organizações, e não tem feito parte de seu cotidiano, pois ela se encontra subordinada a um valor ainda mais importante para as corporações: a competitividade.

Esta competitividade não se refere apenas às organizações e ao espaço que cada uma busca no mercado, mas principalmente entre as pessoas que trabalham nestas corporações. Apenas a existência desta competição justifica a falta de ética entre os colaboradores: afinal, se você não estiver interessado em prejudicar seu colega de trabalho, para ganhar seu cargo ou por inveja, por que motivo fofocar sobre ele ou fazer intrigas? O que se ganha com isso, além da inimizade de pessoas mais justas, ou até mesmo perante seus chefes? Se quiser falar sobre alguém, que seja para fazer um elogio ou para ajudar. Comentários desnecessários prejudicam mais a sua própria imagem do que a da pessoa da qual se fala.

Por isso, a ética deve sempre estar presente em suas atitudes. Não importa se você trabalha em uma multinacional ou em uma microempresa, todas as suas ações são vigiadas e, optando pelo bem ou pelo mal, um dia você terá que prestar contas de tudo.

Blogagem Coletiva “Inclusão Social”

blogagem_coletiva

A inclusão social faz parte de meu cotidiano há um ano. Tenho aprendido muito sobre isso, principalmente na prática.

Desde fevereiro de 2008 leciono em uma escola que pratica a inclusão. Não somos professores especializados, nem temos cursos sobre educação especial, por isso precisamos contar – e muito – com a boa vontade de toda a equipe escolar, e com os ensinamentos de nossa coordenadora, que já trabalhou com educação especial.

A escola tem alunos com diversas necessidades especiais, desde físicas até mentais, nas maisvariadas séries, embora minha atuação seja nos últimos anos do Ensino Fundamental.

Nossos alunos são ensinados a aceitar o que é diferente, a não excluir ninguém por conta de suas limitações. Posso afirmar, orgulhosa, que o bullying, por exemplo, não é praticado aqui. Se percebemos que algo deste tipo pode acontecer, atuamos imediatamente para evitar.

Utilizamos recursos diversificados para tornar as aulas acessíveis a todos. As provas também são elaboradas de maneira diferenciada: utilizamos imagens para facilitar o entendimento das questões, para não prejudicar o aluno e para que possamos averiguar se o conteúdo estudado foi compreendido por cada um.

Os pais, por sua vez, reconhecem nosso trabalho. Todos os que matricularam seus filhos conosco dizem que não os colocariam em uma escola especial. Sabem que eles são tratados com carinho e atenção por todos, e que tentamos facilitar seu aprendizado.

Confesso que, no início, não acreditava que seria capaz de fazer este trabalho, talvez por falta de informação e conhecimento. Hoje, já penso até em fazer alguma especialização nesta área. É um trabalho gratificante, e acho que aprendi mais com meus alunos do que eles comigo.

No final de 2008, no último dia de aula, uma de minhas alunas mais do que especiais me deu um abraço e disse: “professora, obrigada por tudo”. Até hoje, quando olho para ela, lembro destas palavras. Existe incentivo maior do que esse? Prova de que a inclusão é necessária e possível.

Esperar, esperar…

Adoraria que meu dia tivesse, no mínimo, 36 horas – se os patrões não soubessem das horas a mais, elas iam ser de grande valia, sem dúvida. Existe algum ser humano que consiga fazer tudo o que precisa em míseras 24 horas diárias? Creio que não. E este é o meu caso.

Provavelmente, ao ler esta queixa, você pode pensar: certamente ela é desorganizada, o que falta é organização e planejamento. Ledo engano, caro(a) leitor(a). Sou metódica e organizada, costumo planejar minhas atividades. Pode ser que meu problema esteja relacionado àquela velha frase “não queira abraçar o mundo com as pernas”. Ou então, seja apenas a “síndrome da Mulher Maravilha da periferia”: aquela tem que fazer vários trabalhos ao mesmo tempo para se garantir. Ou, talvez, seja uma mistura dos dois.

Estou dizendo isso porque, mais uma vez, quase não fiz postagens. É a segunda vez que o Funcionária ficou às moscas (quem passou por aqui deve ter estranhado a falta de postagens). Tempo escasso, muito trabalho, estas são as desculpas de praxe. Da outra vez que escrevi para dizer que não tinha tempo de escrever – essa é boa! – , a culpa foi do concurso para o qual eu estava me preparando.

E fiz a prova deste concurso em meados de fevereiro. Ainda bem que consegui fazer mais do que a pontuação mínima para garantir a leitura de minha redação. Agora, resta esperar o resultado dos recursos – pois todo concurso público que se preze tem um mooonte de recursos, claro – , a chamada para a prova de títulos e, finalmente, a classificação final. Dá para imaginar a minha ansiedade e aflição?

Não que a minha vida dependa do resultado desta prova – não foi a primeira nem é a última que pretendo prestar -, mas se eu conseguir a vaga já será o primeiro passo de uma guinada em minha vida profissional. Afinal, quem não deseja ganhar mais trabalhando menos? Assim, sobra tempo para desenvolver outros projetos e… trabalhar mais!

Enquanto isso, continuo a correria nossa de cada dia, aguardando o resultado, investindo em meus projetos paralelos e, sempre que possível, postando aqui no Funcionária.

Até logo!

Blogagem coletiva “Inclusão Social” – 09/03/2009

Participei pela primeira vez, neste mês, de uma blogagem coletiva, e gostei da proposta. É uma excelente forma de conhecer diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto e, principalmente, conhecer novos e interessantes blogues.
Por isso, já confirmei minha presença na próxima blogagem coletiva, marcada para o dia 9 de março, que abordará a Inclusão Social. Muito pertinente esta temática, além de polêmica, por isso sua discussão é tão necessária.
A blogagem é uma iniciativa de Ester, do blog Esterança.
Junte-se a nós e manifeste sua opinião sobre o assunto.
Quem quiser participar, clique no selo abaixo.

blogagem-coletiva