Já estamos na metade de 2013, sumi do blog (mais uma vez) desde dezembro e, como sempre, tenho as minhas desculpas para isso: no final do ano passado, depois de muita luta, finalmente assinei o contrato da compra de minha casa própria! Não foi nada fácil, já tinha escrito aqui da desilusão quando achei que ia dar errado, mas conseguimos realizar esse sonho. Fechamos com chave de ouro o ano de 2012, que nos proporcionara momentos bons e ruins.

2013 de casa nova!

2013 de casa nova!

O mês de janeiro foi aquela correria com as vistorias da casa, a compra das coisas que estavam faltando – um pouco de cada vez – e, em 23 de fevereiro, finalmente nos mudamos! Não dá nem para explicar a sensação maravilhosa quando colocamos todos os nossos pertences dentro da casa, fechamos a porta e falamos: é nossa! A ficha demorou a cair, confesso. E haja bagunça! Construção de muro nos fundos da casa (nossa casa fica em um condomínio fechado, no padrão americano, originalmente sem muros na frente e nos fundos, mas a gente fecha no fundo para delimitar o espaço, ter privacidade e, quando tiver $, ampliar a casa), montagem dos móveis planejados da cozinha e banheiro e, aos poucos, nosso cantinho foi ficando mais com a nossa cara. Ainda não está pronto: temos algumas paredes para colorir, várias bugigangas ainda sem lugar, uns poucos móveis para reformar e… Um bebê a caminho!

Sim, esta é a outra novidade de 2013, além da casa! Não foi algo que planejamos, pois nossa intenção era organizar a casa este ano, no próximo ano comprar um carro e, daí sim, começar as tentativas para engravidar. Sabe aquela história de que as coisas acontecem em seu próprio tempo, e não quando queremos? Pois é, ela se mostrou verdadeira para nós. Afinal, apesar da prevenção, acho que geramos nosso filho no primeiro final de semana da casa nova!

Foi uma notícia que nos deixou felizes, porém em alerta: em outubro de 2012, perdi um bebê com seis semanas de gestação. Também não tinha sido planejado, mas estávamos muito felizes com sua chegada. O aborto foi traumático, apesar de ter sido bem no início. A culpa foi da SOP e da deficiência da progesterona, que não deixou o embrião se desenvolver. A perda desencadeou um processo depressivo, no qual engordei quase 10 kg, ou seja, ganhei de novo pouco mais da metade do que tinha sofrido tanto para emagrecer. Além disso, fui informada de que deveria fazer um tratamento hormonal para engravidar e manter a gestação com mais facilidade, caso contrário poderia sofrer novo aborto. Por isso, não me afobei e decidi que 2013 seria o ano para colocar a saúde e a casa em ordem, para em 2014 tentar finalmente ter um filho.

Bebê a caminho!

Bebê a caminho!

Por Deus, descobri a gestação no início, com três semanas, por pura intuição. Isso fez com que eu procurasse auxílio médico rapidamente e desse início ao tratamento para segurar o bebê. Lembro-me como se fosse hoje o dia que me deixou tranquila: no primeiro ultrassom, com sete semanas, ao ouvir o coração de meu bebê, aquela coisinha minúscula, de pouco mais de 1 cm. Pena que não está sendo uma gravidez totalmente normal: tive alguns sustos, tomo alguns remédios e estou afastada do trabalho há quase dois meses. Para uma pessoa workaholic como eu, ficar sem trabalhar é um martírio! Mas o amor que a gente sente por este pequeno ser nos faz abrir mão do que for preciso para garantir sua sobrevivência e seu bem estar. Ainda luto contra o pessimismo que às vezes me ataca, já que o medo de uma nova perda é inevitável; quando isso ocorre, faço o que o médico recomendou: converso com meu bebê, digo o quanto ele é querido e aguardado, leio, vejo um filme, faço o possível para relaxar e tento curtir ao máximo esse momento tão especial.

Claro que a gravidez não é só alegria: temos incômodos, tudo muda – e muito. Mas a vontade de conhecer este bebê e pegá-lo no colo compensa tudo!

Estou entrando na 20ª semana, ou seja, cheguei na metade da gestação. O sexo do bebê ainda não foi confirmado (a ultrassonografia de 17 semanas indicou 99% de chance de ser menina), então estou ansiosa para o exame morfológico, daqui a 15 dias, na expectativa de que ele mostre se vou ser mamãe de menina ou menino, para que eu possa começar o enxoval e a preparação do chá de bebê. Haja ansiedade! Enquanto isso, vou lendo livros, revistas e sites sobre maternidade, tentando me preparar ao máximo para o maior acontecimento de minha vida.

Como tenho lido tantos blogs sobre o assunto, resolvi voltar aqui para dar os meus pitacos sobre gestação. É uma delícia ler sobre as experiências de outras mamães, então quem sabe eu também possa contribuir com alguma coisa?

Até logo!

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