Arquivos para posts com tag: Filme

Fui ao cinema no ano passado, em outubro, para assistir “Comer Rezar Amar“. Mas coincidiu com o dia da estreia de Tropa de Elite 2 e, na disputa sobre qual filme escolher, a turma do Capitão Nascimento levou a melhor. Portanto, só agora que o filme foi lançado em DVD é que eu o assisti. E gostei muito! Leia o resto deste post »

Anúncios

Aluguei este filme um tanto receosa em relação à atuação de Robert Pattinson, o galã da saga Crepúsculo: ao contrário da maioria da população feminina, não acho o vampiro Edward nada atraente, para mim, ele é muito sonso. E já tinha assistido outro filme com Pattinson, “Uma Vida sem Regras”, que detestei, tanto o roteiro quanto sua interpretação.

“Lembranças” foi uma boa surpresa: um drama que conta a história de Ally que, aos 10 anos de idade, viu sua mãe ser assassinada em um metrô de Nova Iorque, e Tyler, cujo irmão mais velho se suicidou no dia em que fazia 22 anos. O pai de Ally é um policial que nunca mais se casou, e sufoca a filha com seus cuidados excessivos. Tyler, por sua vez, não tem uma boa relação com seu pai, já que após o divórcio ele sempre pareceu não se importar muito com o rapaz e sua filha caçula.

Dez anos após esses acontecimentos, as vidas destes dois personagens se cruzam e eles iniciam um relacionamento amoroso, enquanto tentam administrar seus dramas familiares.

Parece um enredo fraco? Também achei que seria. Mas o filme tem seus bons momentos, como o amor incondicional que Tyler dedica à sua irmã, uma garota prodígio de apenas 11 anos.

O final, porém, é surpreendente, e faz o filme valer a pena. O que acontece, não posso contar. Não sou estraga-prazeres…

Controle remoto do filme “Click”. Adam Sandler, por favor, me empresta o aparelhinho que seu personagem utilizou neste filme? Como ele seria útil para mim…

Imagina só: poderia usar o botão << para voltar atrás em atitudes, escolhas ou conversas mal-sucedidas, poderia dar um >> em situações tediosas e inúteis, ou então simplesmente apertar o MUTE para privar meus ouvidos de coisas que pudessem me chatear – e também para me calar antes de dizer algo impensado. O botão PAUSE seria magnífico para prolongar os poucos momentos de folga e felicidade.

O tal do livre-arbítrio bem que poderia ser mais parecido com esse controle remoto…

Se alguém tiver um desses para vender, avise-me, por favor!

Em nossas vidas, as coisas acontecem tão rapidamente que nem sempre nossas emoções conseguem assimilar tudo com a mesma velocidade. Haja equílibrio para tomar as decisões corretas e não desmoronar! Nesses momentos, sinto como se meu cordão umbilical não tivesse sido cortado corretamente, e tudo que desejo é um colo de mãe ou uma conversa com meu pai para me ajudar. Pena que vários quilômetros me impeçam de ter este desejo atendido…

Quando estou assim, nostálgica e carente, lembro-me deste filme alemão, que assisti pela primeira vez em 2004 e desde então é um de meus favoritos: “Adeus, Lênin!“. Sim, o Lênin do título é aquele mesmo que participou da Revolução Russa e da formação da URSS. Mas o que um filme com a temática socialista tem a ver com saudade da família? É porque ele conta uma das mais belas histórias de amor entre mãe e filho que já vi no cinema.

Em outubro de 1989, o jovem Alexander (interpretado pelo magnífico Daniel Brühl, o soldado nazista de “Bastardos Inglórios”) vive na Alemanha Oriental e participa de protestos contra o regime socialista. Sua mãe, Christiane, é uma defensora do governo. Quando ela vê o filho sendo preso durante um protesto, sofre um infarto e fica em coma por oito meses. Neste intervalo de tempo, o Muro de Berlim é derrubado e a Alemanha é reunificada sob o regime capitalista. Quando ela finalmente acorda, o médico informa Alex e a irmã, Ariane, que sua mãe não pode passar por fortes emoções, caso contrário, ela sofrerá um novo – e fatal – ataque cardíaco.

Para evitar que isso ocorra, Alex recria a República Democrática Alemã em seu apartamento, envolvendo todos ao seu redor neste difícil processo: redecora a casa no antigo estilo, veste as roupas que já não são mais usadas, procura as comidas favoritas da mãe. Seu amor pela mãe é tão grande que, com a ajuda de um colega que sonha em ser cineasta, ele cria telejornais fictícios que são transmitidos somente em sua casa, com a ajuda de um videocassete escondido.

Durante as tentativas em preservar a saúde da mãe, ele vive seu primeiro amor e outros dramas familiares se desenrolam. Para quem gosta de História, o filme é muito convincente ao mostrar as mudanças vividas naquele país após sua reunificação, além de ser muito válido por explicar como era o cotidiano em um país socialista.

Apesar do tema, é um filme leve e sincero, que faz rir e chorar. Mas hoje escolhi falar sobre ele pela história de amor entre mãe e filho, a maneira como ele se doa integralmente para salvar a pessoa que sempre fez tudo por ele, pois me leva a refletir sobre a importância da família em nossas vidas, bem como sobre o quanto estamos dispostos a deixar o egoísmo de lado e nos sacrificar pela sua felicidade.

Sou um ser humano, tenho muitos defeitos, mas se um dia for preciso, espero ter força para ser um Alex na vida de meus pais…

E você? Qual filme mais lhe tocou? Já assistiu “Adeus, Lênin!”?

Até logo!