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Conforme prometido, assista ao vídeo com a reportagem sobre os acidentes de trabalho na fábrica dos Calçados Azaleia na íntegra, exibido pelo programa Domingo Espetacular no dia 14/03/2010.

Obrigado ao “funcionariodomes” que me enviou o link através de um comentário aqui no blog.

Até logo!

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Fazemos tantas coisas ao mesmo tempo...

Funcionária do Mês que faz jus ao nome sabe que manter a aparência impecável ao longo do dia é fundamental. Inspirando-me nesta segunda-feira quente, abafada e  cheia de tarefas a serem realizadas, reservei 10 minutos de meu tempo para escrever sobre isso.

Quem mora em uma cidade com temperaturas elevadas entende como é difícil se manter alinhada durante todo o dia. São tantos compromissos que nem sempre conseguimos ir para casa na hora do almoço e tomar um banho para refrescar. Então, manter um “kit de primeiros socorros” na empresa é muito importante. Veja algumas dicas simples, mas que ajudam muito:

  • deixe na empresa uma embalagem de lenços umedecidos para bebês. São baratos e práticos para um “banho de gato” improvisado: refrescam e retiram a oleosidade da pele, sem ressecá-la.
  • para as mulheres, um pó compacto também evita que a pele fique brilhando, com aquela aparência “não vejo água e sabão há muito tempo”. Pode ser reaplicado várias vezes ao dia e não pesa na maquiagem.
  • faça uso de seu kit de higiene bucal (fio dental – escova de dentes – creme dental) com frequência. Afinal, quem nunca passou pelo constrangimento de conversar com alguém e só depois descobrir o pedacinho de alface no dente da frente? Para evitar esse tipo de cena, tenha sempre seu kit à mão.
  • um desodorante de reserva para ser reaplicado durante o dia também vale a pena. Só não deixe de lavar as axilas (ou passar um lenço umedecido de bebê) antes do desodorante, caso contrário não adianta nada…
  • se gostar de retocar o perfume, dê preferência a fragrâncias mais suaves.
  • para as mulheres, vale também deixar um absorvente sempre de reserva, para não ser pega desprevenida. Muito chato ter que ficar perguntando quem tem absorvente para lhe emprestar, ou então ter que sair em pleno expediente para comprar.
  • mesmo com o calor, cuidado com comprimento das roupas e decotes. Seja discreta e escolha roupas confortáveis e práticas.

Com certeza, essas dicas já devem fazer parte da rotina de muita gente. Para quem nunca se atentou a isso, fica o toque, afinal nossa aparência é nosso cartão de visitas e conta pontos a nosso favor, principalmente no ambiente de trabalho.

Agora, só nos resta torcer para que esse calor vá embora em breve!

Até logo!

Julho de 2003. Final de mês, e eu ainda aguardando o contato da empresa de call center para fazer o treinamento. Estava de férias da faculdade e nem pude viajar para a casa de meus pais, para não perder a esperada ligação.

Quando finalmente recebi a ligação… Que alívio! Enfim um emprego e sossego para concluir meu curso. Ingênua garota, mal sabia o que me aguardava!

Foi uma semana de treinamento, cerca de 4 horas por dia, com vale-transporte fornecido pela empresa e lanche diário. Mesa farta, com suco, café, refri, salgadinhos e quitandas. Parecia até que a comilança dizia: “aproveitem, comam agora, porque depois, com 15 minutos de intervalo, incluindo o tempo para usar o banheiro, sem falar nos altos preços da lanchonete e nas filas dos microondas, vocês não vão mais conseguir comer, hahahaha”. Juro que olhava para a comida e pensava isso.

Durante os treinamentos visitamos também todas as instalações da empresa, que é muito grande, por sinal, e ostenta tecnologia por todos os lados. Você olha para a cara dos outros treinandos e estão todos maravilhados, extasiados com o desenvolvimento do local e profundamente agradecidos por venderem sua mão-de-obra extremamente barata naquela empresa.

Eu via tudo aquilo com muita desconfiança. Entrava naqueles banheiros imaculados e do tamanho da minha casa inteira e pensava: provavelmente as coisas aqui não devem cheirar tão bem quanto o desinfetante que eles usam para limpar o local. Não acreditava que eles queriam tanto o bem do associado (sim, eles não falam funcionário nem empregado, é associado, embora não paguem participação nos lucros). Tudo me lembrava o taylorismo, e quando eu dizia isso para alguém, era chamada de comunista. Por favor, alguém explica para esse povo o que é comunismo? Com certeza, eles não sabem…

Quanto ao treinamento… Ia trabalhar no atendimento receptivo-ativo, vendendo créditos para celulares pré-pago pelo cartão de crédito. Aprendemos como utilizar os programas do sistema, as técnicas de vendas, e o que mais me chamou a atenção: que não devíamos utilizar o gerundismo, aquele crucificado vício de linguagem. Só estranhei o fato de a própria treinadora utilizar este vício o tempo todo.

Após o treinamento, fui toda feliz e contente fazer a minha carteira de trabalho, pois ainda não tinha. Agora, mais uma vez, precisava aguardar a ligação para assinar a papelada da contratação e começar a trabalhar.

Há vagas?

Há vagas?

Julho de 2003. Fim do estágio, sem nenhuma possibilidade de renovação do contrato, por motivos burocráticos. O tempo se esgotara e não havia nada a fazer. Foi um mês de choramingos e intermináveis despedidas.

Minha única alternativa era sair em busca de um novo emprego. Afinal, ainda restava um ano e meio de curso para conseguir meu diploma.

Essa busca não foi nada fácil. Descobri que ter um curso universitário no currículo pode atrapalhar ao invés de ajudar na hora da procura. Por exemplo, quando levei meu currículo para uma vaga em uma lojinha de fotocópias, o gerente se assustou: “mas você está fazendo universidade, e é uma vaga para tirar fotocópias!”. Respondi: “eu sei, preciso de trabalho, não posso me dar ao luxo de escolher a vaga, o que eu conseguir está de bom tamanho”. Essa argumentação não o convenceu, e ele respondeu que, por eu ter uma formação superior, poderia arrumar um emprego melhor e deixá-lo na mão, ou então reivindicar salário melhor. Perdi a vaga.

Não sei quantos currículos deixei nesta pequena cidade de seiscentos mil habitantes. Apenas uma empresa estava contratando: a maior empresa de telemarketing da cidade. Aliás, esta empresa sempre contrata novos funcionários, não importa a época do ano, e tal fato se justifica pela grande rotatividade da mão-de-obra. Ou seja, isto não era um bom sinal.

Quando a situação ficou insustentável (contas vencidas + geladeira vazia + desespero = aceito qualquer emprego), um colega levou meu currículo para a tal empresa. No mesmo dia ligaram marcando uma entrevista para o dia seguinte. Na verdade, uma dinâmica. Passei.

Na semana seguinte, testes de audiometria e fonoaudiologia. Audição e dicção, passei. Em seguida, a parte considerada mais “difícil” segundo os recrutadores: uma redação e uma prova de português ridícula. Passei com folga…

Acabou? Claro que não! Era uma vaga de telemarketing, eu tinha que provar que era boa o suficiente para dizer “fulana de tal, bom dia, em que posso estar lhe ajudando? um momento, por favor, que vou estar transferindo sua ligação”. Tive que passar por mais uma dinâmica e, finalmente, uma entrevista que me qualificaria – ou não – para o treinamento, este também de caráter eliminatório. Ufa!!!

Após esta maratona, fui informada de que tinha que aguardar uma ligação marcando o meu treinamento…

O desfecho da confraternização de meu trabalho: cheguei ao local do jantar de carona com a chefia (que veio me buscar NA PORTA DE CASA devido à chuva!),  e fiquei realmente emocionada com as pessoas que me presentearam no Amigo Oculto (pois é, eu participei não de UM Amigo Oculto, mas sim de DOIS!). Emocionada não somente com os presentes recebidos (que me agradaram em cheio!), mas com as palavras que elas disseram sobre mim durante a revelação. E descobri que, às vezes, pessoas se importam com a gente, mesmo que não tenhamos noção disso.

Obrigada!