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É verão e, mais uma vez, as tragédias causadas pelas enchentes comuns a essa época do ano se repetem em várias partes do país. Desta vez, a mais afetada foi a região serrana do Rio de Janeiro, nas cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Mais de 300 pessoas perderam suas vidas em um único dia, sem contar no grande número de feridos e desabrigados.

Por isso, novamente o povo brasileiro tem a chance de mostrar sua solidariedade e ajudar (já que o Estado tem se mostrado incompetente para trabalhar pela prevenção destas tragédias anunciadas). Se você quer fazer parte dessa corrente, veja o que fazer (informações disponibilizadas pelos sites Carta Capital e G1):

  • DOAÇÃO DE SANGUE

Hemorio – Rua Frei Caneca, 8, Rio de Janeiro, Centro – Telefone: 0800-282-0708

  • DOAÇÃO DE ALIMENTOS E ROUPAS

Cruz Vermelha – Praça Cruz Vermelha 10 – Centro do Rio

  • POLÍCIA MILITAR

Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro estão recebendo doações, preferencialmente de água mineral, alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal.

Mas se você não mora no Rio de Janeiro, também é possível ajudar doando de qualquer quantia em dinheiro através de depósito bancário. Veja as opções:

  • SOS TERESÓPOLIS

Banco do Brasil, Agência 0741-2, Conta Corrente 110000-9

  • PROGRAMA DE VOLUNTARIADO VIVA RIO

Banco do Brasil, Agência 1769-8, Conta Corrente 411396-9, CNPJ: 00343941/0001-28

Se cada um ajudar um pouquinho, talvez possamos contribuir para amenizar a dor destas pessoas.

Não vou usar imagens para ilustrar esta postagem. Se quiser ver fotos da tragédia, clique aqui.

Até logo!

Deslizamento em Angra dos Reis, janeiro / 2010.

Enchentes, terremotos, deslizamentos em morros… A mídia sempre se empenha em noticiar os cataclismas que atingem a população mundial: ávidos pelos melhores “furos”, os repórteres se amontoam ao redor das vítimas para conseguir depoimentos “exclusivos”, nem sempre respeitando o momento difícil pelo qual as pessoas estão passando. E nós, os espectadores, no conforto de nossos lares, comovemo-nos com as tragédias, acompanhamos tudo, mantendo a audiência esperada pelos veículos durante os dias em que o assunto é abordado à exaustão. Depois, retomamos nossas vidas, pois o episódio já caiu no esquecimento – até que outra coisa aconteça.

Uma tragédia só é efêmera para quem a acompanha de longe. Para quem a protagoniza, como será o processo de reconstrução da própria vida? Como retomar a sua rotina quando o que lhe restou foi a roupa do corpo e a tristeza pela perda dos parentes? Isso a mídia noticia?

Deslizamento no Morro do Bumba-RJ, abril / 2010.

O que aconteceu aos sobreviventes do tsunami que atingiu a Ásia em 2004? Alguém acompanhou? Podemos pegar uma outra tragédia mais recente, como a enchente que arrasou Santa Catarina em 2008: na época, toda a mídia só falava nisso, várias campanhas em prol dos desabrigados foram feitas. Mas como será que está a situação da região? Todas as casas foram reconstruídas, todos voltaram a viver normalmente? A menos que eu esteja muito desinformada, não me recordo de nenhuma matéria sobre este assunto, ou melhor, sobre o pós-tragédia.

Terremoto no Haiti, janeiro / 2010.

Já não falam mais sobre o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, apesar de ele ter sido destaque nas notícias por quase duas semanas. E quando ele aconteceu, já não se falava mais a respeito do deslizamento em Angra dos Reis, uma tragédia em plena noite de reveillon. Quem se importa se as famílias foram atendidas?

E o terremoto no Haiti? Muita ajuda humanitária foi enviada, muitos donativos foram depositados em contas bancárias, mas como estará o processo de reconstrução do país? Quem está fiscalizando e auxiliando nisso, para que um país que sofre tanto com as desigualdades sociais possa aprender com a tragédia e, quem sabe, mudar um pouco após o que ocorreu? Nem do terremoto no Chile, país vizinho, temos mais notícias…

Terremoto no Chile, fevereiro / 2010.

Poderia ficar a manhã toda discorrendo sobre tragédias que sei que aconteceram, mas das quais não faço a mínima ideia de como foram resolvidas – ou estão sendo. O que me admira são os esforços que a mídia faz para acompanhar os fatos quando eles estão “fresquinhos”, apesar de não se importar em noticiar o que acontece posteriormente nesses locais. Acho que não daria tanta audiência…

Nem sei mais porque resolvi falar disso. Acho que estou farta de acompanhar notícias de catástrofes e, depois, nem saber o que foi feito realmente para ajudar as vítimas.

Espero, um dia, ser surpreendida por outro tipo de notícia. Quem sabe, algo do tipo “Haiti surpreende o mundo em sua reconstrução: índices socias no país são os melhores desde a tragédia” ou “Governo apoia vítimas de deslizamentos de terra e transfere população para local com infraestrutura adequada”? Se algo assim acontecesse, poderia afirmar que minha fé na humanidade foi renovada.

Será que estou pedindo muito?

Até logo!