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Finalmente, no mês de julho, pude ler o último livro de Marian Keyes: “Cheio de Charme”, lançado em novembro do ano passado. O preço do lançamento estava um pouco salgado (R$ 59,00), por isso esperei que entrasse em promoção (paguei R$ 29,90 em uma promoção no Submarino). Valeu a pena esperar tanto, pois este, em minha opinião, é o melhor livro que já li da autora.

A princípio, imaginei que sentiria muita falta das aventuras das irmãs Walsh. Engano meu. O enredo é protagonizado por quatro mulheres tão distintas que torna quase impossível acreditar que as histórias irão se cruzar em algum ponto. Entretanto, a consultora de estilo Lola Daly, a jornalista Grace Gildee, a dona de casa marnie Hunter e Alicia Thornton têm um ponto em comum em suas vidas conturbadas: Paddy de Courcy, o político e solteirão mais cobiçado da Irlanda.

Lola tem seu coração partido por Paddy ao saber, através da imprensa, que ele vai se casar. O detalhe é que ela era sua namorada, mas não era a noiva. Leia o resto deste post »

Pela primeira vez, terminei um livro de Marian Keyes e fiquei triste. Triste porque “Tem Alguém Aí?” não é um de seus livros mais alegres. Triste, também, porque queria que o livro tivesse mais páginas – isso mesmo, suas 598 páginas não foram suficientes, eu queria mais. Contudo, posso afirmar que este é o meu livro predileto da autora – pelo menos, até agora.

Meus livros favoritos de Keyes são os que contam a saga das irmãs Walsh. Confesso que tinha um pouco receio de como seria a história de Anna Walsh, a mais maluquinha das irmãs irlandesas. Por isso, o livro é surpreendente desde o início, quando conta que Anna abandona a vida de hippie e vai trabalhar como relações públicas de uma badalada marca de cosméticos em Nova York, trabalho este que ela considera o Melhor Emprego do Mundo.

Para completar essa reviravolta, Anna conhece Aidan após uma trombada na rua,  o que faz jus ao seu estilo desastrado de ser. A atração é imediata, ela até o convida para um drinque e lhe entrega seu cartão, mas o primeiro encontro só acontece meses depois. O namoro é uma consequência inevitável e, para surpresa de mamãe Walsh, o casamento vem logo depois. Tudo indicava que a divertida Anna e o charmoso Aidan viveriam felizes para sempre… Será?

A dúvida persiste porque a autora não se utiliza da narrativa tradicional: em um capítulo, a história do passado de Anna é contada, enquanto no capítulo seguinte, sabemos que estamos acompanhando o presente da personagem, que se encontra na Irlanda, recuperando-se de terríveis machucados.

Essa estratégia de um enredo não linear me fez devorar as páginas: se por um lado, a história romântica de Anna e Aidan me fazia suspirar, por outro lado, eu estava aflita para descobrir o que tinha acontecido com a mocinha da vez. Sorte que Keyes não escondeu a verdade por muito tempo, caso contrário eu seria obrigada a pular algumas páginas para saciar minha curiosidade.

Eis que vem a revelação, o ponto alto da história. Claro que não vou contar, seria um spoiler tremendo, e não sou estraga-prazeres. Mas digo que, mesmo após a revelação, a história se desenrola com uma fluidez impressionante, coisa que nem sempre eu percebo na autora (achei “Melancia” um tanto arrastado). É uma história de superação, de vitórias alcançadas, que faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. E Helen, com suas trapalhadas aventuras como investigadora particular, garante boas gargalhadas durante a leitura.

Agora vou ficar na torcida para os próximos lançamentos da autora. Se demorar muito, serei obrigada a reler todos os livros, começando, claro, por “Melancia”.

E você, já leu este livro? O que achou? Comente!

Até logo!

"Um bestseller pra chamar de meu", Marian Keyes, Editora Bertrand Brasil, 2008

Sou LOUCA por chick lit, e não tenho vergonha de admitir isso. Neste ano, comprei o primeiro livro da Marian Keyes, “Melancia”. Depois dele, li também “Férias”, “Sushi”, “Casório”, “É agora… ou nunca” e “Los Angeles”. Apaixonei-me pelo seu estilo: suas histórias falam sempre de mulheres que estão na faixa dos 30 anos e seus dilemas, como sucesso profissional, amores conturbados, casamento, filhos… E como já tenho 28 anos, sempre me identifico com suas histórias. Suas heroínas são uma atração à parte: nada de mulheres perfeitas, e sim, mulheres como nós, com suas inseguranças e problemas de cada dia. O príncipe encantado, por sua vez, nunca vem montado em um cavalo branco, pode ser um colega de trabalho ou até mesmo o atendente da farmácia, como no livro que terminei de ler ontem: “Um Bestseller pra Chamar de Meu” (Editora Bertrand Brasil).

Este livro não conta as peripécias das irmãs Walsh, mas sim as histórias que se cruzam de três mulheres: Gemma Hogan, Lily Wright e Jojo Harvey. Gemma é uma organizadora de eventos, filha única que tem que cuidar da mãe quando o pai sai de casa, para morar com a secretária de apenas 36 anos de idade. Lily Wright, autora do livro “As poções de Mimi”, era sua melhor amiga, até começar a namorar (e depois se casar e ter uma filha) com seu ex-namorado, Anton (e Gemma não perdoa esta traição). Jojo, por sua vez, é a agente literária responsável pela publicação do livro de Lily, e apesar de ser inteligente e independente,  tem um caso com um de seus chefes, Mark Avery, que é casado.

Gemma utiliza o excesso de trabalho para tentar fugir da realidade, tem um caso com um rapaz mais jovem e acredita que um dia Anton irá voltar para ela – apesar de uma paixonite pelo rapaz da farmácia, Jhonny. Lily convive com a vida desestruturada financeiramente, pois os planos de Anton nunca dão certo, e a paz conjugal é abalada pelas consequências da falta de grana. Jojo, por sua vez, sente-se deslocada socialmente quando não está com Mark, e culpa-se pelo envolvimento com um homem casado.

Mais do que isso, não posso contar… O livro é bastante movimentado, com muitas reviravoltas, que nos prendem até a última página, surpreendendo-nos sempre. Uma leitura leve e divertida, excelente entretenimento!

Recomendo!

P.S.: agora só falta ler “Tem Alguém Aí?” e aguardar os próximos livros da autora…