Arquivos para posts com tag: Entrevista

Fazer um bom currículo é fundamental para ser chamado para a entrevista.

Está procurando um emprego? Tem dúvidas sobre como elaborar um bom currículo, que chame a atenção do recrutador e lhe garanta um convite para participar de uma entrevista? Encontrei aqui estas dicas dadas por um blog de uma empresa de Recrutamento e Seleção:

* um currículo claro e objetivo atrai a atenção do recrutador. Não cometa erros de português! Aproveite os recursos disponibilizados pelo editor de textos (como o Word, por exemplo) e corrija as palavras nas quais tiver dúvida quanto à ortografia.

* colocar o tempo que ficou em cada serviço é fundamental: se não tiver estes detalhes, pode perder a chance de participar da seleção. As datas de entrada e saída em cada emprego devem ser precisas, pois estas informações serão checadas em sua carteira de trabalho.

* cuidado com o e-mail pelo qual envia seu currículo: apelidos como “gatinha.manhosa” ou “princesa_1985″ podem até ser usados com amigos, mas para procurar emprego crie um e-mail mais sério, com seu nome e sobrenome ao invés de um apelido que comprometa sua seriedade.

* coloque o currículo no corpo da mensagem somente quando solicitado. O ideal é anexar o arquivo à sua mensagem.

* não se esqueça de deixar claro, seja no corpo da mensagem ou no título do e-mail, o nome da vaga para a qual deseja se candidatar.

* se você tem carteira de habilitação e possui veículo, coloque estas informações, bem como se estará disponível para viajar pela empresa.

* não é necessário colocar o nome da escola onde cursou o Ensino Fundamental ou Médio. Especifique apenas que já completou este ensino. Se tem diploma superior, coloque o nome da instituição onde se formou e o ano da conclusão do curso.

* caso esteja cursando o Ensino Superior, escreva o período atual, o turno e o nome da instituição.

* cursos complementares também são considerados: coloque o nome, carga horária e instituição que ofereceu o curso.

Entendeu direitinho? Mãos à obra, atualize seu currículo e boa sorte! Quem sabe o novo emprego não está a caminho?

Até logo!

Não aguento mais ouvir falar em crise. Sério mesmo. Sinto um arrepio quando estou vendo um telejornal e começam alguma notícia sobre isso. Não que eu queira viver em uma redoma de vidro, sem saber do que acontece ao meu redor, e também não é por excesso de otimismo em relação ao momento que estamos vivendo – este sentimento, aliás, passa longe do que penso. E claro que ela já bateu na minha porta, infelizmente. Qual assalariado ainda não sentiu suas consequências? Impossível.

Sei que muitas pessoas perderam seus empregos, muitas já tiveram seus salários reduzidos. Mas, sinceramente, apesar de saber que a crise é real, acredito piamente que muitas empresas se aproveitam dela para cortar gastos e, consequentemente, aumentar seus lucros. Quantas pessoas não tiveram que aceitar redução em seus salários para não perderem o emprego? Claro que, em alguns casos, essa pode ser uma solução, mas será que nenhum empregador se aproveita disso para ganhar mais? Quantas pessoas estão sendo pressionadas para demonstrar resultados e, com isso, garantir o seu emprego, e com o mesmo salário irão desempenhar as funções de mais de um funcionário? Não é fácil…

Será que estou delirando e isso não existe? Ou existe realmente? Esta é a minha análise do que venho percebendo há algum tempo – só não sei o quão falha a minha percepção pode estar. Ou talvez eu faça estas afirmações / desabafo porque não aguento mais ver explorações / injustiças no trabalho – eu mesma tenho sentido isso na pele.

Para quem infelizmente perdeu o emprego, não tem jeito: é hora de arregaçar as mangas e reverter a situação. Para quem tem um subemprego, como eu, e também deseja reverter a situação, encontrei estas “13 dicas infalíveis para conquistar o emprego dos sonhos”.

Não custa tentar… No máximo, vai desperdiçar algumas folhas impressas com o seu currículo (torça para que reaproveitem o envelope e utilizem o verso como rascunho, precisamos reutilizar para salvar o planeta; se você não conseguir o emprego, pelo menos não vai aumentar a poluição) e passes de ônibus. Ok, não dá para desperdiçar vale-transporte numa época como essa, então vá caminhando, e antes de chegar na empresa, tire o tênis e coloque um sapato. Boa sorte!

Há vagas?

Há vagas?

Julho de 2003. Fim do estágio, sem nenhuma possibilidade de renovação do contrato, por motivos burocráticos. O tempo se esgotara e não havia nada a fazer. Foi um mês de choramingos e intermináveis despedidas.

Minha única alternativa era sair em busca de um novo emprego. Afinal, ainda restava um ano e meio de curso para conseguir meu diploma.

Essa busca não foi nada fácil. Descobri que ter um curso universitário no currículo pode atrapalhar ao invés de ajudar na hora da procura. Por exemplo, quando levei meu currículo para uma vaga em uma lojinha de fotocópias, o gerente se assustou: “mas você está fazendo universidade, e é uma vaga para tirar fotocópias!”. Respondi: “eu sei, preciso de trabalho, não posso me dar ao luxo de escolher a vaga, o que eu conseguir está de bom tamanho”. Essa argumentação não o convenceu, e ele respondeu que, por eu ter uma formação superior, poderia arrumar um emprego melhor e deixá-lo na mão, ou então reivindicar salário melhor. Perdi a vaga.

Não sei quantos currículos deixei nesta pequena cidade de seiscentos mil habitantes. Apenas uma empresa estava contratando: a maior empresa de telemarketing da cidade. Aliás, esta empresa sempre contrata novos funcionários, não importa a época do ano, e tal fato se justifica pela grande rotatividade da mão-de-obra. Ou seja, isto não era um bom sinal.

Quando a situação ficou insustentável (contas vencidas + geladeira vazia + desespero = aceito qualquer emprego), um colega levou meu currículo para a tal empresa. No mesmo dia ligaram marcando uma entrevista para o dia seguinte. Na verdade, uma dinâmica. Passei.

Na semana seguinte, testes de audiometria e fonoaudiologia. Audição e dicção, passei. Em seguida, a parte considerada mais “difícil” segundo os recrutadores: uma redação e uma prova de português ridícula. Passei com folga…

Acabou? Claro que não! Era uma vaga de telemarketing, eu tinha que provar que era boa o suficiente para dizer “fulana de tal, bom dia, em que posso estar lhe ajudando? um momento, por favor, que vou estar transferindo sua ligação”. Tive que passar por mais uma dinâmica e, finalmente, uma entrevista que me qualificaria – ou não – para o treinamento, este também de caráter eliminatório. Ufa!!!

Após esta maratona, fui informada de que tinha que aguardar uma ligação marcando o meu treinamento…

vagas

Vagas para monitoria: uma fila para conseguir R$73 mensais...

Março de 2001. Anúncio de 3 vagas para monitoria remunerada no meu curso. Feita a inscrição, é chegada a hora da entrevista:

_ Duração da monitoria: 6 meses. Carga horária semanal: 12 horas. Remuneração: R$ 73 mensais. De acordo?

_ Ok.

_ Como você está há um ano no centro de documentação como voluntária, e isso vale pontos na classificação. Afinal, você já conhece o trabalho, já tem experiência…

_ Posso perguntar uma coisa?

_ Sim.

_ Tem uma vaga no museu etnográfico, não?

_ Tem, e você se interessa? Teria que aprender o serviço novamente.

_ Mas gosto muito de antropologia, seria muito bom aprender coisas novas.

_ E ele fica bem longe da universidade! Tem que ir de ônibus!

_ Não tem problema…

vale

Vale-transporte: praticamente um assalto à mão armada!

Resultado da seleção: consegui a vaga no museu etnográfico. R$73 a bolsa da monitoria. Com o vale-transporte, gastaria quase a metade desse valor.

Fui em uma loja de calçados e comprei um tênis novo, parcelando em 3 vezes. Bem mais barato que o vale- transporte. E mais seguro que uma bicicleta.

tenis2

Tênis pra que te quero!