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Imagine um homem de 28 anos que, após levar um fora da namorada – com a qual queria morar junto -, volta a morar na casa de seu pai. Este, por sua vez, é desbocado, fala o que pensa (e para qualquer pessoa) e tem como marca registrada o mal humor. Como tal situação poderia terminar? Em um perfil no Twitter que fez muito sucesso, virou séirie da TV americana e um livro: “Meu Pai Fala Cada M*rda“, de Justin Halpern (Editora Sextante).

Quando Justin volta a morar com seu pai, Sam Halpern, um médico aposentado de 73 anos, começa a vê-lo com outros olhos, o que faz com que sua relação se estreite. É quando ele inicia a postagem das “pérolas” de seu pai no Twitter, sem imaginar o sucesso que estava por vir.

Não espere um livro de citações; sua estruturação bem feita me surpreendeu bastante: o livro foi dividido em capítulos, sendo que cada um deles se inicia com um conselho de seu pai, seguido pela narração de uma história e, finalmente, as “pérolas” que se inserem naquele contexto.

São 142 páginas a serem lidas de uma vez só, pois o livro é delicioso, impossível largar. As gargalhadas acompanham a leitura, pois é um dos livros mais divertidos que já li e, apesar da leveza da história, ele nos faz pensar sobre a relação que temos com nosso pai.

Recomendo!

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Aliás, eu ganhei o livro (junto com uma camiseta muito bacana) em uma promoção feita pela Sextante no Twitter graças às “pérolas” de meu próprio pai, que também é uma figuraça. Eu enviei duas frases de meu pai: que ele não acredita em beleza interior, pois não é máquina de raio-X, e que, para ele, não existe pessoa velha, e sim, pessoa surda, pois Deus está chamando mas a pessoa não ouve. Deu certo, faturei o prêmio!

Meu pai é do tipo que gosta de fazer palhaçada, contando piadas para divertir as pessoas. Essa é a imagem que eu tenho dele desde a minha infância. É vaidoso ao extremo e convencido, adora quando dizem que ele não aparenta seus quase 57 anos (tenho que admitir, ele parece ter, no máximo, 47 anos!).

Mas o que mais admiro em meu pai é sua energia, persistência e força de vontade: ele sempre teve dificuldade para ler, e os empregos que teve ao longo de sua vida só agravaram isso. Entretanto, há 6 anos, ele redescobriu o prazer da leitura e, inspirado pelos livros de Augusto Cury, Dalai Lama e Osho que lhe dei de presente, começou a escrever as suas ideias, os seus pequenos textos de mensagens positivas. Rabiscava em um papel, meu irmão digitava e imprimia para ele. Papai, então, fazia cópias e distribuía aos conhecidos. Em seu último emprego, era chamado de Profeta, e foi convidado a sair na revista da empresa com foto e mensagem de Ano Novo. Dá para imaginar o quão orgulhoso ele ficou?

Hoje, ele trabalha como vendedor autônomo na sua cidade e, como anda a pé o dia todo, continua distribuindo suas mensagens por onde passa. Te amo e te admiro, meu paizão!

 

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Ganhar livro de presente é tudo de bom, ainda mais quando as pessoas já sabem seus tipos favoritos de livros. Dessa vez quem me presenteou foi mamãe, com o “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil” ,  de Laurentino Gomes (Planeta do Brasil, 408 páginas).

Admito que, apesar de ser formada em História, não gosto muito dessa parte da História do Brasil, acho tediosa mesmo – e tenho também um pouquinho de preconceito com jornalistas que escrevem livros como se tivessem diploma de historiador. Entretanto, não tive como escapar: mamãe leu sobre o sucesso do livro e perguntou se eu já tinha lido. Disse que não, e ela ficou espantada: “como uma professora de História não leu esse livro ainda?”. A danadinha nem me deixou explicar, e disse que compraria o livro para mim.

Dito e feito: quando chego em sua casa, lá estava o livro, aguardando por mim…

Agora não tem jeito, vou ler e conhecer um pouco mais sobre o Brasil Colônia. Quem sabe eu até acabe gostando do assunto e me animando a ler a continuação, o “1822”? Quando terminar a leitura, escrevo aqui a minha opinião.

Até logo!