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Na semana passada, fui entrevistada por um telejornal local (que chique, rsrs) para uma reportagem sobre a diferença salarial entre homem e mulher. Em pleno século XXI, nós, mulheres, ainda ganhamos menos do que os homens. Dá para acreditar? A matéria foi feita porque o IBGE divulgou, no dia 25, que as mulheres chegam a ganhar até 20% menos que os homens (a última pesquisa indicava que nosso salário era 30% menor).

Como trabalho com Gestão de Pessoas, a repórter me perguntou se essa diferença poderia ser explicada pela falta de qualificação das mulheres. Mas essa não é a explicação, porque as mulheres estão estudando mais do que os homens. Sim, estamos em maior número nas universidades, portanto, estamos nos qualificando para cumprir as exigências do mercado de trabalho. Então, o que explica essa diferença? Leia o resto deste post »

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Longas jornadas de trabalho em condições insalubres, salários miseráveis e péssima situação de moradia. Não, não estou falando da Inglaterra no período da Revolução Industrial, no século XVIII. Refiro-me ao Brasil em pleno século XXI. E o cenário deste trabalho quase escravo não são fazendas de cana-de-açúcar, como estamos acostumados a ver nos noticiários. Desta vez, oficinas de costura servem como pano de fundo para a notícia.

Hoje, ao ler a Revista Época do dia 4 de abril, deparei-me com esta reportagem absurda: as Pernambucanas, uma das maiores varejistas do país, foram multadas em R$ 2,2 milhões por ter fornecedores que empregam bolivianos em condições de trabalho semelhantes à escravidão. Leia o resto deste post »

Hoje inventei de votar neste Paredão do BBB11 (primeira vez que voto em paredões desta edição, juro!): não resisti e fui deixar meu voto de apoio à saída de Rodrigão (desculpem-me os fãs, mas este cara só fez figuração no programa, fala sério!).

Eis que a própria Globo.com me deu a dica de que estava perdendo tempo com isso:

Mais direto, impossível!

Até logo!

É verão e, mais uma vez, as tragédias causadas pelas enchentes comuns a essa época do ano se repetem em várias partes do país. Desta vez, a mais afetada foi a região serrana do Rio de Janeiro, nas cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Mais de 300 pessoas perderam suas vidas em um único dia, sem contar no grande número de feridos e desabrigados.

Por isso, novamente o povo brasileiro tem a chance de mostrar sua solidariedade e ajudar (já que o Estado tem se mostrado incompetente para trabalhar pela prevenção destas tragédias anunciadas). Se você quer fazer parte dessa corrente, veja o que fazer (informações disponibilizadas pelos sites Carta Capital e G1):

  • DOAÇÃO DE SANGUE

Hemorio – Rua Frei Caneca, 8, Rio de Janeiro, Centro – Telefone: 0800-282-0708

  • DOAÇÃO DE ALIMENTOS E ROUPAS

Cruz Vermelha – Praça Cruz Vermelha 10 – Centro do Rio

  • POLÍCIA MILITAR

Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro estão recebendo doações, preferencialmente de água mineral, alimentos não perecíveis e produtos de higiene pessoal.

Mas se você não mora no Rio de Janeiro, também é possível ajudar doando de qualquer quantia em dinheiro através de depósito bancário. Veja as opções:

  • SOS TERESÓPOLIS

Banco do Brasil, Agência 0741-2, Conta Corrente 110000-9

  • PROGRAMA DE VOLUNTARIADO VIVA RIO

Banco do Brasil, Agência 1769-8, Conta Corrente 411396-9, CNPJ: 00343941/0001-28

Se cada um ajudar um pouquinho, talvez possamos contribuir para amenizar a dor destas pessoas.

Não vou usar imagens para ilustrar esta postagem. Se quiser ver fotos da tragédia, clique aqui.

Até logo!

Chegou o Natal, época de confraternização entre os povos e celebração daquele que veio ao mundo para nos salvar: Jesus. Por isso, quero desejar a todos os leitores do blog um abençoado e feliz Natal, e que a paz e o amor deste dia se estendam por todos os dias que estão por vir.

Não sou boa nesta coisa de escrever meus votos, portanto vou me apropriar de um texto do grande Carlos Drummond de Andrade para deixar uma bela mensagem a todos.

Vale a pena a leitura!

 

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade, no livro “Cadeira de Balanço”

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.