Este ano de 2012 não tem sido fácil para mim. Não foi à toa que desapareci do blog, justo quando eu estava conseguindo atualizá-lo com um pouco mais de frequência.

Vivi de tudo nos últimos meses: correria mil nos empregos, regime alimentar por ordem médica – pois a saúde já estava comprometida pela obesidade grau II -, perda de minha avó materna, mudança de casa às pressas, imprevistos de diversos tipos, enfim. Até postagens referentes à minha reeducação alimentar, sobre a qual eu tanto planejei escrever aqui no blog, para compartilhar dicas, vitórias e percalços, ficaram de lado: sobrava ideia e faltava tempo, talvez até motivação. Mas uma coisa muito desagradável aconteceu há uma semana, quando a concretização da compra da casa própria foi frustrada.

Impossível descrever em palavras o turbilhão de emoções que estou vivendo com meu marido. Afinal, estávamos há 10 meses nos planejando para isso, desde a assinatura do contrato com a construtora. Desde então, nosso orçamento estava sendo feito de modo a pagar a entrada do imóvel, que foi dividia em parcelas mensais. Tive que me acostumar a ficar sem meu luxinhos de beleza, priorizando somente as necessidades como xampu, condicionador, hidratante, sabonete… Comprar aquela maquiagem bafo que saiu? Não dá. Outro perfume? Não, tem que usar o que já tem, a casa vem primeiro, claro.

Como, então, atualizar um blog em que eu adorava escrever sobre meus produtos de beleza, se eu mesma não estava testando novidades? Fica difícil, pois não gosto de apenas reproduzir textos enviados pelas assessorias das empresas. Acho que o mais válido neste tipo de blog é postar o que realmente achou após usar um produto.

Brecar o consumismo não foi fácil, admito. Cometi pequenas “travessuras” também, adquirindo alguns livros em promoção (embora tenha atualizado meu acervo literário graças às trocas feitas no Skoob), roupas e calçados. Mas só de extrema necessidade, ainda mais depois de eliminar 18 kg com a dieta (ainda não terminei, mas já estou no início da obesidade grau I e consegui diminuir todas as taxas de gorduras sem remédio!), pois perdi todo o meu guarda-roupa. Algumas peças até deu para apertar, mas outras tiveram que ser doadas.

Mas o que tudo isso tem a ver com o título desse post? É que, em virtude de todas essas reviravoltas em minha vida, tive que utilizar a terapia do desapego. Não sou uma pessoa que se apega muito a bens materiais, mas estava guardando mais coisas do que necessário.

A primeira fase foi durante a mudança de casa, que foi inesperada e um tanto traumática. No momento de embalar toda a tralha, muita coisa não me acompanhou na troca de casa: uma sacola de livros foi separada para uma biblioteca comunitária; coleção de revistas foi distribuída entre colegas de trabalhos; coleções de livros didáticos foram repartidos entre alunos; outros livros, revistas e DVDs foram doados à biblioteca da escola. Foi difícil? Sim, mas depois até me senti melhor com a própria mudança em si.

Aprendi a me desapegar de objetos com minha mãe: se não usa algo faz tempo, dê para outra pessoa que vá fazer um uso melhor. Com ela, adquiri o hábito de organizar armários e gavetas quando não estou bem emocionalmente: é como se a atividade fizesse minha mente desanuviar, sem contar que o ato de me livrar de coisas que não uso me dá uma boa sensação. Entende o que eu digo?

Por isso, em todos os contratempos de 2012, recorri ao armário várias vezes. E lá se foram bolsas, sapatos, cosméticos e roupas. Nunca fui uma pessoa de ter grandes quantidades desses tipos de objetos, mas me sinto melhor quando vejo que tudo o que eu tenho está sendo bem aproveitado.

Hoje mesmo, depois de uma crise de choro repentina, sacudi a poeira e fui arrumar meus cosméticos. Tinha coisa pra jogar fora, coisa pra passar adiante… E as energias fluíram melhor depois da arrumação.

E você, se sente bem ao se livrar do que não usa mais ou tem pavor de pensar em jogar fora alguma coisa?

Ah, cabe avisar que não tenho TOC, viu?

Até logo!

P.S.: meus livros e DVDs não entram nessa de desapego! Desses eu não abro mão, sou apegada mesmo!

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