Em 2010, li em diversos blogs sobre o livro “Pobre Não Tem Sorte” (All Print Editora), escrito por Leila Rego. O enredo  me agradou bastante e, aliado ao fato de se tratar de um chick lit nacional, fiquei duplamente interessada em ler. Por falta de grana oportunidade, só pude ler o livro agora, após vencer uma promoção no blog Lígia et son monde (obrigada, Lígia e Leila Rego!). Mas logo de cara já vou apontar um grande problema do livro: ele VICIA! Assim que comecei a ler, só consegui parar depois que acabei as 207 páginas.

Mariana Louveira é a típica patricinha interiorana: adora grifes (não abre mão de usá-las da cabeça aos pés), baladas da moda e aparecer nas colunas sociais de sua cidade, Presidente Prudente-SP. Para não cometer gafes na alta sociedade, fez cursos de etiqueta e é fã de Gloria Kalil. Só existe um pequeno detalhe em sua vida: ela é pobre.

Formada em Turismo e decepcionada com seu curso, trabalha em um hotel de quinta categoria – definição dada por ela mesma -, mora em um pequeno apartamento com seus pais e sua irmã mais nova, Marisa. Tem muita vergonha de sua família humilde, que ela considera cafona, e esconde suas origens sempre que possível.

Mari namora Eduardo, que ela conheceu quando ambos faziam o curso pré-vestibular. Rico, bonito e médico, ela vê no rapaz a oportunidade de conseguir um futuro melhor e abandonar a vida que ela tanto abomina. Quando o noivado acontece, Mari fica radiante: afinal, o sonho de um dia ser capa da revista Caras está mais perto de ser realizado!

Os preparativos do casamento de seus sonhos tomam conta da vida de Mari. Enquanto isso, seu relacionamento dá indícios de que não vai bem, mas a garota ignora os sinais dados por Edu. Tudo pronto para o grande dia, mas como pobre não tem sorte, Mari é abandonada a caminho do altar.

E agora? Como Mari vai reagir a tamanha reviravolta? Não posso contar mais nada, só lendo mesmo para saber. Mas achei a história muito verossímil: afinal, quem não conhece uma pessoa que dá mais valor à aparência do que aos valores, que gasta o que não pode só para ostentar e ser aceito pela sociedade? Em um mundo onde o consumismo impera e as pessoas são avaliadas pelas suas posses, e não pelo seu conteúdo, isso é muito comum de se ver.

O “Pobre Não Tem Sorte 2” já foi lançado. Espero não demorar a ler a continuação. Será que Mari vai encontrar o verdadeiro caminho da felicidade e dar valor às coisas que realmente importam?

Você pode encontrar mais informações sobre o livro (e sobre como adquiri-lo) no site da autora.

Recomendo!

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