Em uma tarde de chuva e tédio neste feriado de Carnaval, aproveitei para assistir o filme “Conduzindo Miss Daisy”, uma comédia dramática que ganhou o Oscar de melhor filme em 1990.

Morgan Freeman interpreta Hoke Colburn, contratado para ser o motorista de Miss Daisy (Jessica Tandy), uma rica e geniosa judia de 72 anos. Ela não é a favor da contratação, pois ainda se julga capaz de dirigir, mas seu filho Boolie Werthan (Dan Aykroyd) insiste e a obriga a aceitar. Hoke é persistente e, aos poucos, consegue se aproximar de Miss Daisy e ambos constróem uma amizade verdadeira.

A história se inicia no ano de 1948, na cidade de Atlanta, EUA, período em que, no país, o preconceito racial era ainda muito forte. Por isso,  o filme é uma excelente aula de História, pois mostra, além do preconceito em suas diversas formas (não só os negros eram hostilizados, mas também os judeus), a modernização das fábricas (a família Werthan é dona de uma indústria têxtil e, com o avançar dos anos no filme, percebemos os trabalhadores sendo substituídos pelas máquinas). Vale ressaltar também que o filme aborda de maneira bem sutil a ascensão de Martin Luther King, pastor negro que lutou contra o preconceito nos EUA e foi assassinado em 1968.

É uma história comovente e singela sobre a amizade entre duas pessoas, a princípio, tão diferentes, interpretadas de forma magnífica por Morgan Freeman e Jessica Tandy (que venceu o Oscar de melhor atriz pelo filme). Prepare a pipoca, pegue a caixa de lenços e assista!

Recomendo!

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