Estranhou o título? Leia o texto todo, você vai entender…

Mion mostra como fazer um programa de humor sem graça nenhuma...

É, eu não costumo falar sobre programas de TV aqui. Nem sou de fazer postagens durante a madrugada. Mas hoje não teve como deixar de escrever sobre isso.

Quando vi as chamadas sobre o programa “humorístico” Legendários, da TV Record, pensei: “será que finalmente vou poder assistir televisão no sábado à noite?”. Vi os primeiros programas, no início gostei um pouco, mas a apelação do “ombrinho, ombrinho, whatever” fez com que minha TV continuasse desligada – a menos que eu tivesse um filme pra assistir em DVD.

Acompanhei as críticas negativas ao programa aqui na internet, tanto em blogs quanto em sites. A equipe já perdeu três integrantes – que não fizeram falta alguma à “atração” – e o possível encerramento do programa foi anunciado, devido ao fraco desempenho de audiência.

Hoje, porém, resolvi assistir para ver como estava o Legendários em meio a esses comentários todos. No começo do programa, admito que até gostei do quadro “Tretas de Família”, paródia do “Troca de Família” exibido pela emissora e encenado com alguma graça pela turma anteriormente conhecido como Hermes e Renato, da MTV.

Em seguida, veio a campanha “Tião pra presidente”, com um horário político e um jingle quase engraçados (será que existe algo quase engraçado?).

Élcio Coronato, por sua vez, protagonizou uma reportagem forçada sobre injustiça, mostrando situações como roubo de carteira na fila de uma loja e tentativas de furar a fila do coletivo, para ver como as pessoas reagiriam frente a esses acontecimentos. Mas colocar tais situações como injustiça não me convenceu, só deixou um baita ponto de interrogação em minha cabeça…

Na sequência, Felipe Solari mostrou a luta de uma brigada de incêndio no Tocantins para conter as queimadas no Estado. Boa reportagem, o único ponto positivo do programa, para mim, são as reportagens engajadas de Solari (adorei quando ele mostrou o derramamento de petróleo no Golfo do México).

Mas logo a falta de noção de Mion e seu ego gigantesco: no episódio sobre o regime de João Gordo e sua estadia em um SPA, fiquei chocada com a cena em que ele deixa na cama de sua personal trainner um jornal com fezes, como presente. A garota xinga, chora, faz as malas, João Gordo não fica atrás no vocabulário de baixo calão (uma de suas marcas registradas, claro, mas desde quando um legítimo representante punk aceitaria trabalhar em uma emissora como a Record? contradição que não entendo, juro!) e, em seguida, fazem as pazes. Ok, não passou de encenação, mas foi de muito mal gosto. Precisa de tanta apelação?

Mion e seu “Vale a pena ver direito” mostram a que ponto chega a falta de imaginação de alguém que se julga o supra sumo da inovação: analisar cena a cena uma apresentação do grupo É o Tchan no programa do Raul Gil, com comentários rídiculos e repetição exaustiva das imagens. Mais tosco que o Raul Gil, só você mesmo, Mion!

E como se não bastasse, durante o programa todo Mion ficou anunciando “à meia-noite o pau vai comer!”. Fiquei imaginando o que ia acontecer à meia-noite e, quando começou a contagem regressiva, pensei que o horário de verão ia começar hoje e eu não sabia, e que tudo aquilo era um aviso para ajustarmos os relógios. Eis que entra no palco a bateria da Gaviões da Fiel, cantando seu samba-enredo mais conhecido (e não dava para ouvir direito, já que problemas técnicos são comuns nesse programa, que nem ao menos tem estrutura para ser realizado ao vivo), rodeado por mulheres siliconadas, jogadores fazendo embaixadinhas e (???) homens e mulheres halterofilistas se exibindo. Alguém assistiu e entendeu isso? Explique-me, por favor, acho que não sou inteligente o bastante para compreender o Legendários…

Sinceramente, não consegui ver o resto do programa, por isso estou aqui escrevendo. E o que o William Capitão do Corinthians foi fazer lá? Será que ele já descobriu? Deveria processar quem o colocou pra ir ao programa…

Por isso, eu afirmo: o Legendários mostra que veio para ficar na história da TV brasileira! Sim, vai ficar conhecido como um dos piores programas da nossa televisão, com certeza!

Mas foi bom eu ter assistido o programa, assim eu não me esqueço de que a TV só serve para ligar o DVD e assistir a um filme que preste…

Até logo!

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