Ok, sei que já tenho uma quantidade considerável de livros para ler, como postei recentemente, mas agora tenho um novo “quero muito ler esse livro”. O que me surpreendeu foi o fato de um release ter me chamado a atenção, pois geralmente sou mais atraída por resenhas e indicações de pessoas que tenham um gosto semelhante ao meu.

Mas ao ler sobre “Mulheres, Comida e Deus“, da autora Geneen Roth, senti que realmente PRECISO ler esse livro. Não é frescura nem exagero, mas o livro fala sobre a relação entre o que comemos e nossas emoções. Muito útil para uma pessoa que, há exatos 2 anos, foi diagnosticada com compulsão alimentar.

É chato falar sobre o assunto, e mais chato ainda o tratamento: antidepressivo e terapia. Sem grana para psicóloga, a endocrinologista receitou o antidepressivo para controlar os famosos episódios de “assaltar” a geladeira e comer até passar mal – literalmente, pois o comedor compulsivo come em exagero, passa mal fisicamente e emocionalmente, pois a culpa que sentimos depois é proporcional à quantidade de calorias ingeridas.

Não aguentei tomar o antidepressivo nem por 2 meses, pois os efeitos colaterais foram insuportáveis (taquicardia, zumbido, visão turva). Abandonei o remédio e tentei terapia em grupo virtual no CCA (Comedores Compulsivos Anônimos), em reuniões realizadas pelo MSN. Participei de algumas, mas depois abandonei. Falta de força de vontade total.

Hoje, os ataques de comilança estão mais espaçados. Só quando a ansiedade e a pressão estão grandes demais é que eles acontecem – olha a emoção interferindo na alimentação! Entretanto, ainda uso a comida como compensação: se estou feliz, mereço comer aquela pizza caprichada para comemorar, se estou arrasada, mereço um doce, porque ninguém é de ferro…

Segundo o release da obra,”a autora traça a relação entre nossos sentimentos não digeridos e situações mal resolvidas com a comida. Afinal, só deveríamos comer o que temos vontade quando estamos com fome; da mesma maneira que, quando não estamos com fome, devíamos apenas nos permitir sentir o que realmente estamos sentindo, ao invés de atacar a geladeira”.  E continua: “Esconder nossos sentimentos na comida nunca é a solução dos nossos problemas. Geneen acredita que nosso relacionamento com a comida, por mais conflituoso que seja, é a porta para a liberdade”.

Eu realmente preciso encontrar essa “porta para a liberdade”: convivo com esse transtorno desde a adolescência, oscilando de peso e de humor por conta disso. Vou ler e espero, quem sabe, que ele me ajude a alcançar meu ponto de equilíbrio, afinal, estou “somente” 30 kg acima do peso…

Quem diria que um release me faria desabafar sobre um assunto que considero um tabu? Para quem se interessou, o livro é lançamento do selo Lua de Papel, tem 192 páginas e preço médio de R$ 34,90 (pesquisei agora no Americanas.com e hoje teve início sua venda, com valor promocional de R$27,90, vou pedir o meu em agosto).

Assim que ler, conto aqui minha experiência com ele.

Até logo!

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