Pela primeira vez, terminei um livro de Marian Keyes e fiquei triste. Triste porque “Tem Alguém Aí?” não é um de seus livros mais alegres. Triste, também, porque queria que o livro tivesse mais páginas – isso mesmo, suas 598 páginas não foram suficientes, eu queria mais. Contudo, posso afirmar que este é o meu livro predileto da autora – pelo menos, até agora.

Meus livros favoritos de Keyes são os que contam a saga das irmãs Walsh. Confesso que tinha um pouco receio de como seria a história de Anna Walsh, a mais maluquinha das irmãs irlandesas. Por isso, o livro é surpreendente desde o início, quando conta que Anna abandona a vida de hippie e vai trabalhar como relações públicas de uma badalada marca de cosméticos em Nova York, trabalho este que ela considera o Melhor Emprego do Mundo.

Para completar essa reviravolta, Anna conhece Aidan após uma trombada na rua,  o que faz jus ao seu estilo desastrado de ser. A atração é imediata, ela até o convida para um drinque e lhe entrega seu cartão, mas o primeiro encontro só acontece meses depois. O namoro é uma consequência inevitável e, para surpresa de mamãe Walsh, o casamento vem logo depois. Tudo indicava que a divertida Anna e o charmoso Aidan viveriam felizes para sempre… Será?

A dúvida persiste porque a autora não se utiliza da narrativa tradicional: em um capítulo, a história do passado de Anna é contada, enquanto no capítulo seguinte, sabemos que estamos acompanhando o presente da personagem, que se encontra na Irlanda, recuperando-se de terríveis machucados.

Essa estratégia de um enredo não linear me fez devorar as páginas: se por um lado, a história romântica de Anna e Aidan me fazia suspirar, por outro lado, eu estava aflita para descobrir o que tinha acontecido com a mocinha da vez. Sorte que Keyes não escondeu a verdade por muito tempo, caso contrário eu seria obrigada a pular algumas páginas para saciar minha curiosidade.

Eis que vem a revelação, o ponto alto da história. Claro que não vou contar, seria um spoiler tremendo, e não sou estraga-prazeres. Mas digo que, mesmo após a revelação, a história se desenrola com uma fluidez impressionante, coisa que nem sempre eu percebo na autora (achei “Melancia” um tanto arrastado). É uma história de superação, de vitórias alcançadas, que faz sorrir e chorar ao mesmo tempo. E Helen, com suas trapalhadas aventuras como investigadora particular, garante boas gargalhadas durante a leitura.

Agora vou ficar na torcida para os próximos lançamentos da autora. Se demorar muito, serei obrigada a reler todos os livros, começando, claro, por “Melancia”.

E você, já leu este livro? O que achou? Comente!

Até logo!

Anúncios