"Um bestseller pra chamar de meu", Marian Keyes, Editora Bertrand Brasil, 2008

Sou LOUCA por chick lit, e não tenho vergonha de admitir isso. Neste ano, comprei o primeiro livro da Marian Keyes, “Melancia”. Depois dele, li também “Férias”, “Sushi”, “Casório”, “É agora… ou nunca” e “Los Angeles”. Apaixonei-me pelo seu estilo: suas histórias falam sempre de mulheres que estão na faixa dos 30 anos e seus dilemas, como sucesso profissional, amores conturbados, casamento, filhos… E como já tenho 28 anos, sempre me identifico com suas histórias. Suas heroínas são uma atração à parte: nada de mulheres perfeitas, e sim, mulheres como nós, com suas inseguranças e problemas de cada dia. O príncipe encantado, por sua vez, nunca vem montado em um cavalo branco, pode ser um colega de trabalho ou até mesmo o atendente da farmácia, como no livro que terminei de ler ontem: “Um Bestseller pra Chamar de Meu” (Editora Bertrand Brasil).

Este livro não conta as peripécias das irmãs Walsh, mas sim as histórias que se cruzam de três mulheres: Gemma Hogan, Lily Wright e Jojo Harvey. Gemma é uma organizadora de eventos, filha única que tem que cuidar da mãe quando o pai sai de casa, para morar com a secretária de apenas 36 anos de idade. Lily Wright, autora do livro “As poções de Mimi”, era sua melhor amiga, até começar a namorar (e depois se casar e ter uma filha) com seu ex-namorado, Anton (e Gemma não perdoa esta traição). Jojo, por sua vez, é a agente literária responsável pela publicação do livro de Lily, e apesar de ser inteligente e independente,  tem um caso com um de seus chefes, Mark Avery, que é casado.

Gemma utiliza o excesso de trabalho para tentar fugir da realidade, tem um caso com um rapaz mais jovem e acredita que um dia Anton irá voltar para ela – apesar de uma paixonite pelo rapaz da farmácia, Jhonny. Lily convive com a vida desestruturada financeiramente, pois os planos de Anton nunca dão certo, e a paz conjugal é abalada pelas consequências da falta de grana. Jojo, por sua vez, sente-se deslocada socialmente quando não está com Mark, e culpa-se pelo envolvimento com um homem casado.

Mais do que isso, não posso contar… O livro é bastante movimentado, com muitas reviravoltas, que nos prendem até a última página, surpreendendo-nos sempre. Uma leitura leve e divertida, excelente entretenimento!

Recomendo!

P.S.: agora só falta ler “Tem Alguém Aí?” e aguardar os próximos livros da autora…

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