Faltam 30 minutos para a meia-noite, mas ainda é dia 17, data marcada para a blogagem coletiva…

O livro da minha vida não foi um dos primeiros nem um dos últimos que li. Em 1995, quando cursava a 7ª série, visitava a biblioteca da escola sempre que possível. Ela tinha um acervo modesto, mas toda vez algum livro me chamava a atenção. E foi em suas prateleiras, certo dia, que encontrei uma obra-prima: “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde.

Peguei o livro emprestado e devorei-o em menos de dois dias. Recordo-me que a edição que tinha em mãos trazia uma pequena biografia sobre o autor. E a história de sua vida encantou-me tanto quanto o enredo sobre o jovem narcisista que faz um pacto com o demônio pedindo a juventude eterna, enquanto quem envelhece e sofre os efeitos de seus atos ilícitos é uma pintura sua, o tal retrato que dá título ao livro.

Este foi o primeiro encontro com meu autor favorito. Continuei pesquisando sua obra e sua vida polêmica, fascinada pelas suas tiradas sarcásticas e pela polêmica a respeito de sua sexualidade: no final do século XIX, o irlandês Wilde foi preso por sua homossexualidade, após o escândalo de seu envolvimento com o jovem Lorde Alfred Douglas.

Em 1897, saiu da prisão após dois anos de trabalhos forçados, e mudou-se da Inglaterra para a França, onde morreu três anos depois, na miséria e completamente esquecido, apesar do sucesso de suas obras literárias e peças de teatro.

Não sei quantas vezes li este livro, sei que já li quatro traduções diferentes. A cada leitura descubro um novo Oscar Wilde. Este livro, para mim, é uma das grandes obras-primas da literatura.

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