telefone

Alô! Emprego? Oba!

Janeiro de 2001. De férias da faculdade na casa de meus pais, a 300 km de minha nova cidade. O telefone toca:

_ Poderia falar com a ….?

_ Sou eu. Quem fala?

_ Aqui é o professor …., gostaria de trabalhar na minha tese de mestrado, preciso de ajuda para pesquisa de músicas, gravação e transcrição do repertório. Pago R$ 100 pelo trabalho.

_ Aceito!

Malas prontas, no ônibus a caminho da interupção das férias. Mas um trabalho temporário merecia esse esforço!

Apenas um mês de labuta, ainda conseguiria voltar para aproveitar o Carnaval. Para começar as tarefas, metade do pagamento adiantado. Um mês dentro de um arquivo, rodeada por LPs de décadas passadas. Pesquisando, gravando, transcrevendo… Ufa!

Na hora de receber a outra metade… Ufa mais uma vez! Foi uma verdadeira peregrinação, desencontros, desculpas. Com muito custo, e quase um mês depois, recebi o que me era devido. Sem juros nem correção monetária…

calote1

E quase um calote!

Findo o trabalho, reinício das aulas. E eu ainda sem emprego!

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